Por que o “se” exige atenção
A palavra “se” pode exercer diversas funções gramaticais na Língua Portuguesa. A identificação correta depende da estrutura do verbo, da transitividade e da relação sintática estabelecida na oração.
“Se” como pronome reflexivo
O “se” é pronome reflexivo quando indica que o sujeito pratica e sofre a ação do verbo.
O aluno se machucou.
“Se” como pronome recíproco
O “se” é recíproco quando indica ação mútua entre dois ou mais sujeitos.
Os amigos se abraçaram.
“Se” como pronome apassivador
O “se” é pronome apassivador quando acompanha verbo transitivo direto ou transitivo direto e indireto, formando a chamada voz passiva sintética.
Vendem-se casas.
“Se” como índice de indeterminação do sujeito
O “se” é índice de indeterminação do sujeito quando acompanha:
- verbo intransitivo;
- verbo transitivo indireto;
- verbo de ligação.
Precisa-se de ajuda.
“Se” como partícula expletiva ou de realce
O “se” é expletivo quando não exerce função sintática, sendo usado apenas para reforço expressivo.
Foi-se embora cedo.
“Se” como conjunção subordinativa
O “se” é conjunção subordinativa quando introduz oração subordinada adverbial condicional.
Se você estudar, passará.
Resumo das funções do “se”
Pronome reflexivo → ação recai sobre o sujeito
Pronome recíproco → ação mútua
Pronome apassivador → voz passiva sintética
Índice de indeterminação → sujeito indeterminado
Partícula expletiva → realce expressivo
Conjunção subordinativa → condição
Exercícios
1. Em “Vendem-se carros”, o “se” é:
2. Em “Precisa-se de ajuda”, o “se” é: