Funções do “Que”

Estudo das diversas funções gramaticais da palavra “que”.

Por que o “que” merece atenção especial

A palavra “que” é uma das mais polissêmicas da Língua Portuguesa, podendo exercer diversas funções gramaticais, dependendo exclusivamente do contexto.

Nunca classifique o “que” isoladamente. A função depende da relação sintática que ele estabelece.

“Que” como pronome relativo

O “que” é pronome relativo quando retoma um termo antecedente e introduz uma oração subordinada adjetiva.

O livro que comprei é interessante.

O pronome relativo exerce função sintática dentro da oração que introduz.

“Que” como conjunção integrante

O “que” é conjunção integrante quando introduz oração subordinada substantiva, sem exercer função sintática dentro dela.

Espero que você estude.

“Que” como conjunção coordenativa

O “que” pode funcionar como conjunção coordenativa em construções explicativas ou consecutivas.

Estude, que você conseguirá.

“Que” como pronome interrogativo

O “que” é pronome interrogativo quando introduz perguntas diretas ou indiretas.

Que você deseja?

Não sei que ele quer.

“Que” como partícula expletiva (ou de realce)

O “que” é expletivo quando não exerce função sintática, servindo apenas para reforço expressivo.

Que belo dia!

Há tempos que não o vejo.

“Que” como preposição (uso raro)

Em construções fixas, o “que” pode ter valor preposicional, equivalente a “do que”.

Tenho mais livros que você.

Uso comum na linguagem cotidiana, mas exige atenção em provas.

Resumo das funções do “que”

Pronome relativo → retoma antecedente

Conjunção integrante → introduz oração substantiva

Conjunção coordenativa → ligação explicativa/consecutiva

Pronome interrogativo → pergunta direta ou indireta

Partícula expletiva → realce expressivo

Exercícios

1. Em “O filme que assisti foi ótimo”, o “que” é:

2. Em “Espero que você venha”, o “que” é: